O teu olhar caiu no meu
A tua boca na minha se perdeu
Foi tudo lindo, tão lindo foi
E eu nem me lembro
O que veio depois ...
A tua voz, dizendo amor
Foi tão bonito, que o tempo até parou
De duas vidas, uma se fez
E eu me senti nascendo outra vez
E eu vou esquecer de tudo
Das dores do mundo
Não quero saber quem fui
Mas sim o que sou
E eu vou esquecer de tudo
Das dores do mundo
Só quero saber do seu,
Do nosso amor ...

Hoje apetece-me escrever... apetece-me usar as palavras para dizer o que sinto, o que não sinto, o que queria sentir, o que deveria sentir e o que não deveria nem sequer estar a sentir neste momento...
Quero usar palavras para deitar tudo cá para fora... tudo o que nao me tem feito confusão, não me tem incomodado, não me tem arreliado... tudo o que ainda sinto por ti... Não , eu não vou voltar atrás... já desisti... mas cada vez que me lembro do teu sorriso... enfim...
Isto de te esquecer é muito mais fácil em palavras, em teoria do que na execução. na prática... Tento fazer de tudo para não me lembrar de ti... mas ainda hoje...tive a sensação que te tinha visto...mas acho que não... eu é que te vejo em todo o lado... e depois lembro-me de ti e fico com o teu sorriso na cabeça durante horas a fio... e depois volto a dizer para mim mesma... "não, não pode ser... " e penso noutra coisa e já nem choro... se tu soubesses como me lembro daquela tarde... Depois da desistência... falta o dificil... esquecer...
O que torna mais dificil isto é eu continuar a achar que não é justo não estarmos juntos... é eu não me conseguir conformar... Se soubesses a vontade com que eu tenho de olhar para a tua cara e não ter vontade de chorar e não ter vontade de te beijar e não ter vontade de te agarrar e não ter vontade de tanta coisa...
Queria olhar para ti e simplesmente sorrir por te ter conhcecido, mas ainda não consigo... Eu nunca te disse isto mas foste das pessoas que mais amei na minha vida e tinhamos tudo para dar certo... Queria tanto voltar a amar como te amei a ti... E eu sei que um dia isso vai acontecer... Um dia vou dizer-te que te esqueci e que voltei a ser feliz...
Apenas hoje... apeteceu-me dizer-te isto...

Brancos, rosas... azuis discretos
retraídos, puramente mentais...
Pontos de luz latentes dão sinais,
de um sombrear secreto...
Mas a cor, infiel para a penumbra,
se consolida aos montes,em massa...
Já se sente que no verão devassa,
uma forma que me deslumbra...
Claridade aguçada entre perfís
de tão puros e tranquilos...
Cortam e sempre aniquilam
com filos, as confusões oriundas
de causas vís...
Desnuda está a carne. Sua evidência
se resolve em repouso...
Monotonia justa: prodigioso
colmo da presença...
Plenitude imediata, sem
ambiente,que seja propício do corpo
feminino...
Nenhum primor: Nem voz, grito,
destino?
Oh...! Nada... só mesmo o
absoluto presente...